DJIDJI DI MALAIKA

CANTOR, PRODUTOR, INTÉRPRETE E COMPOSITOR. 

Djidji di Malaika, cujo nome oficial é Gibril Carvalho Dabó, é um músico guineense multifacetado. Nasceu no bairro Sintra, Bissau e desde criança esteve envolvido com a música, proveniente de uma família ligada à tradição musical, conhecida como "Djidiu, Coiatecunda". 

Em 2000, Djidji di Malaika fundou o grupo musical Express Boys, onde atuava como líder, compositor e vocalista principal. O grupo alcançou um grande sucesso no país, conquistando troféus e participando de festivais renomados, incluindo o Festival de Estrelas organizado pela empresa Orange Bissau. Eles venceram o festival, o que permitiu que gravassem seu primeiro álbum de originais intitulado "Guiné na Mindjoria" com 10 faixas. A gravação ocorreu em 2010, em Dakar, Senegal. 

Em 2013, Djidji di Malaika decidiu deixar o grupo Express Boys e seguir carreira solo. Em seguida, fundou o projeto Djinex Project, que tinha como foco a produção audiovisual e o apoio a novos talentos. Além de músico, Djidji di Malaika também é conhecido como compositor, intérprete, produtor musical e videomaker. 

Paralelamente à carreira solo, ele fundou a banda de música e instrumentos musicais chamada "Estado Maior de Gumbé", composta por 15 elementos. Além disso, Djidji di Malaika é um dos integrantes do Grupo Cultural Netos de Bandim, um grupo dedicado à descoberta da arte guineense por meio de danças tradicionais, música, teatro, contos de histórias e tradições, etc. 

Djidji di Malaika é o criador do estilo de música tradicional Papel, chamado Cansaré, que revelou alguns dos nomes mais proeminentes da música guineense da atualidade, como Cipriano Có, Jamper Cá, Djenis di Rima, Kapa Kapa, Felismi Dju, Beto Cá, Camunate, e entre outros. 

Em 2014, ele lançou seu primeiro álbum solo intitulado "Pecadur i Sintido", que apresentava 12 faixas musicais incríveis e revelava sua identidade musical e sua conexão com o mundo audiovisual. Todas as músicas do álbum foram acompanhadas por videoclipes que transmitiam visualmente sua mensagem. 

Em 2015, Djidji di Malaika decidiu formar uma dupla com sua esposa, também cantora, e juntos criaram o duo chamado "Djidji di Malaika & Neia Batista". Eles continuam a fazer sucesso com seus ritmos quentes de resgate cultural étnico e união. Embora sejam uma dupla, eles também lançam álbuns a solo. Em 2022, Djidji di Malaika lançou o álbum "Resgate", que apresentava a maior mistura étnica até então, com 20 faixas. 

Ao longo de sua carreira, Djidji di Malaika conquistou diversas premiações e reconhecimentos. Em 2010, recebeu o prêmio "Bissau Estrelas de Festival Orange Bissau" com o grupo Express Boys. No mesmo ano, participou do Festival Internacional de Canilay, na Gâmbia. Em 2012, 2013 e 2014, seu grupo foi premiado como "Melhor Grupo do Ano" no Festival FaculSida. 

Em 2022, Djidji di Malaika foi homenageado pela plataforma "Nô Sta Djunto" em duas categorias: "Melhor Álbum" e "Melhor Músico Tradicional". Em 2017, recebeu o prêmio "Best Of Guiné-Bissau" em Portugal, por dois anos consecutivos. No mesmo ano, foi premiado como "Melhor Músico Tradicional" pela comunidade guineense residente na Espanha. Além disso, foi homenageado com o Disco de Ouro pelo álbum "Pecadur i Sintido" pela comunidade Manjaca residente na França. 

Djidji di Malaika também recebeu reconhecimento como produtor musical. Em 2017 e 2019, foi distinguido como "Melhor Produtor do Ano" pelo Jornal Donos da Bola. Em 2019, recebeu o Diploma de Mérito da comunidade guineense residente em Cabo Verde, em reconhecimento à sua promoção e projeção da cultura guineense em nível nacional e internacional. 

No âmbito internacional, assinou um acordo com a comunidade guineense radicada nos Estados Unidos da América para participar do festival Pan-africanismo por um período de 5 anos. 

Em 2020, Djidji di Malaika foi reconhecido pelos gambianos e senegaleses como promotor de músicas tradicionais guineenses. Além disso, recebeu o Diploma de Mérito da comunidade guineense residente na França. 

Seu álbum de 2022, "Resgate", foi reconhecido como o "Melhor Álbum do Ano" e levou a cultura guineense a um patamar mais alto, sendo aclamado internacionalmente por sua mistura de diferentes línguas étnicas. 

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