Binhan

Binhan, nome artístico de Binhanquinhe Quimor, é um virtuoso compositor e intérpreteguineense, conhecido pela sua voz imponente e temas de intervenção social que caraterizam as suas músicas. Nasceu em Catió, na Guiné-Bissau, no dia 08/07/1977, filho de família humilde, vítima de infanticídio na sua primeira infância.

A sua carreira nasceu na igreja, mas não demorou a revelar-se como um talento notável no país inteiro, com reputações sólidas e reconhecimentos que se traduziram em prémios e obras extraordinárias.

Foi aclamado, em 2008, como revelação do ano pela crítica da música guineense, na sequência do que recebeu um especial convite do lendário Atchutchy para integrar a icónica banda nacional Super Mama Djombo, sendo hoje um dos principais vocalistas da orquestra, com participação no álbum “Ar Puro”, gravado na Islândia, e várias digressões pela Europa, África, América e Ásia.

Em 2014, Binhan recebeu o prémio de Destaque na Música Moderna na “1ª Gala Nacional Guinendade”, no mesmo ano em que gravou o seu álbum de estreia, intitulado “Lifante Pupa”, que o elevou definitivamente ao estrelato com seu conhecido estilo de música, repleta de mensagens assertivas sobre os reais problemas sociais, políticos eeconómicos do país, tecendo críticas à classe política e militar guineense, especialmente nas faixas como “Bolserus” ou “Turpeça Dissabidu”. 

No mesmo álbum gravado entre Bissau e Abidjan, e que conta com participações especiais de Queen Etmen (Camarões), Tshaga , filho de Aicha Koné (Costa do Marfim) e a renomada cantora Monique Seka (Costa do Marfim), reúnem-se temas de amor, como “Mariana” e “Lifanti Kala”, hinos ao seu país, como “Amor só Amor” e “Guiné Nha Terra”, e ainda faixas mais dançantes, como “Sega” ou “Tudo Na Passa”. 

Cantando em crioulo e balanta, línguas da Guiné-Bissau, Binhan volta em grande peso, desta feita com um novo álbum, intitulado “nha mininessa”, a minha infância em português, cujo lançamento está previsto para o último trimestre de 2024.

É neste novo álbum que o outrora vítima de infanticídio, hoje incontornável referência da música nacional, Binhanquinhe Quimor, traz em primeira pessoa experiências e memórias mais trágicas, porém, mais melodiosas da sua vida e da sua traumática infância, como bem demonstram os diversos singles já conhecidos, ao estilo de canções que confirmam a sua inconfundível melodia e abordagens de intervenção social.

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