Abibatu Dumbia, conhecida entre amigos como Aby e sob o nome artístico Abydex, é uma talentosa cantora, compositora e intérprete guineense, reconhecida por sua versatilidade em diferentes estilos musicais tradicionais.

Nascida em Catió, sul da Guiné-Bissau, em 28 de junho de 1996, Abydex cresceu em um ambiente onde a música sempre foi uma parte essencial de sua vida. Desde tenra idade, ela demonstrou uma paixão ardente pela música, muitas vezes cantando em casa sob a orientação carinhosa de sua avó.

Em 2006, Aby mudou-se para a capital da Guiné-Bissau, Bissau, com seus pais e irmãos mais velhos, dando início a uma nova fase em sua vida. No ano de 2015, ela partiu para Dakar, Senegal, em busca de prosseguir seus estudos, mostrando desde cedo sua determinação em buscar conhecimento e aprimoramento pessoal.

Foi em 2017, durante seu segundo ano de formação, que Abydex gravou seu primeiro single, intitulado "Mamy Fá", uma emocionante homenagem à sua amada mãe, que sempre a incentivou a perseguir seus sonhos. Esse marco foi o ponto de partida para sua carreira musical, onde seu desejo de transmitir mensagens significativas para o mundo e representar a cultura da Guiné-Bissau tornou-se sua missão.

A inspiração de Abydex para entrar no mundo da música veio do fascínio que sempre teve pelos artistas quando estão no palco, uma motivação poderosa que a impulsionou a seguir seu caminho artístico.

Após concluir sua licenciatura em Banco, Finanças e Seguros em Dakar, em 2019, Abydex retornou à Guiné-Bissau e começou a trabalhar no Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, onde desempenhou um papel importante no serviço de reparação financeira.

Seu talento e dedicação foram reconhecidos nos anos seguintes, recebendo homenagens como voz feminina de revelação pela plataforma "Nó Sta Djunto" em 2020, 2021 e 2022, durante a Gala dos Talentos do Ano. Além disso, em 2021, representou a cultura da Guiné-Bissau em Cabo Verde no VI Congresso da Educação Ambiental dos Países da CPLP.

O ano de 2023 marcou um ponto alto em sua carreira, recebendo o certificado de mérito como voz feminina de revelação no Best of Award Guiné-Bissau e sendo homenageada pelo grupo Lemusa Entertainment como cantora revelação feminina.

Abydex continua a trilhar seu caminho como uma das vozes mais promissoras da música guineense, deixando sua marca no cenário musical nacional e internacional com sua paixão, talento e compromisso com a arte e cultura de seu país.

Binhan, nome artístico de Binhanquinhe Quimor, é um virtuoso compositor e intérpreteguineense, conhecido pela sua voz imponente e temas de intervenção social que caraterizam as suas músicas. Nasceu em Catió, na Guiné-Bissau, no dia 08/07/1977, filho de família humilde, vítima de infanticídio na sua primeira infância.

A sua carreira nasceu na igreja, mas não demorou a revelar-se como um talento notável no país inteiro, com reputações sólidas e reconhecimentos que se traduziram em prémios e obras extraordinárias.

Foi aclamado, em 2008, como revelação do ano pela crítica da música guineense, na sequência do que recebeu um especial convite do lendário Atchutchy para integrar a icónica banda nacional Super Mama Djombo, sendo hoje um dos principais vocalistas da orquestra, com participação no álbum “Ar Puro”, gravado na Islândia, e várias digressões pela Europa, África, América e Ásia.

Em 2014, Binhan recebeu o prémio de Destaque na Música Moderna na “1ª Gala Nacional Guinendade”, no mesmo ano em que gravou o seu álbum de estreia, intitulado “Lifante Pupa”, que o elevou definitivamente ao estrelato com seu conhecido estilo de música, repleta de mensagens assertivas sobre os reais problemas sociais, políticos eeconómicos do país, tecendo críticas à classe política e militar guineense, especialmente nas faixas como “Bolserus” ou “Turpeça Dissabidu”. 

No mesmo álbum gravado entre Bissau e Abidjan, e que conta com participações especiais de Queen Etmen (Camarões), Tshaga , filho de Aicha Koné (Costa do Marfim) e a renomada cantora Monique Seka (Costa do Marfim), reúnem-se temas de amor, como “Mariana” e “Lifanti Kala”, hinos ao seu país, como “Amor só Amor” e “Guiné Nha Terra”, e ainda faixas mais dançantes, como “Sega” ou “Tudo Na Passa”. 

Cantando em crioulo e balanta, línguas da Guiné-Bissau, Binhan volta em grande peso, desta feita com um novo álbum, intitulado “nha mininessa”, a minha infância em português, cujo lançamento está previsto para o último trimestre de 2024.

É neste novo álbum que o outrora vítima de infanticídio, hoje incontornável referência da música nacional, Binhanquinhe Quimor, traz em primeira pessoa experiências e memórias mais trágicas, porém, mais melodiosas da sua vida e da sua traumática infância, como bem demonstram os diversos singles já conhecidos, ao estilo de canções que confirmam a sua inconfundível melodia e abordagens de intervenção social.

CANTOR, PRODUTOR, INTÉRPRETE E COMPOSITOR. 

Djidji di Malaika, cujo nome oficial é Gibril Carvalho Dabó, é um músico guineense multifacetado. Nasceu no bairro Sintra, Bissau e desde criança esteve envolvido com a música, proveniente de uma família ligada à tradição musical, conhecida como "Djidiu, Coiatecunda". 

Em 2000, Djidji di Malaika fundou o grupo musical Express Boys, onde atuava como líder, compositor e vocalista principal. O grupo alcançou um grande sucesso no país, conquistando troféus e participando de festivais renomados, incluindo o Festival de Estrelas organizado pela empresa Orange Bissau. Eles venceram o festival, o que permitiu que gravassem seu primeiro álbum de originais intitulado "Guiné na Mindjoria" com 10 faixas. A gravação ocorreu em 2010, em Dakar, Senegal. 

Em 2013, Djidji di Malaika decidiu deixar o grupo Express Boys e seguir carreira solo. Em seguida, fundou o projeto Djinex Project, que tinha como foco a produção audiovisual e o apoio a novos talentos. Além de músico, Djidji di Malaika também é conhecido como compositor, intérprete, produtor musical e videomaker. 

Paralelamente à carreira solo, ele fundou a banda de música e instrumentos musicais chamada "Estado Maior de Gumbé", composta por 15 elementos. Além disso, Djidji di Malaika é um dos integrantes do Grupo Cultural Netos de Bandim, um grupo dedicado à descoberta da arte guineense por meio de danças tradicionais, música, teatro, contos de histórias e tradições, etc. 

Djidji di Malaika é o criador do estilo de música tradicional Papel, chamado Cansaré, que revelou alguns dos nomes mais proeminentes da música guineense da atualidade, como Cipriano Có, Jamper Cá, Djenis di Rima, Kapa Kapa, Felismi Dju, Beto Cá, Camunate, e entre outros. 

Em 2014, ele lançou seu primeiro álbum solo intitulado "Pecadur i Sintido", que apresentava 12 faixas musicais incríveis e revelava sua identidade musical e sua conexão com o mundo audiovisual. Todas as músicas do álbum foram acompanhadas por videoclipes que transmitiam visualmente sua mensagem. 

Em 2015, Djidji di Malaika decidiu formar uma dupla com sua esposa, também cantora, e juntos criaram o duo chamado "Djidji di Malaika & Neia Batista". Eles continuam a fazer sucesso com seus ritmos quentes de resgate cultural étnico e união. Embora sejam uma dupla, eles também lançam álbuns a solo. Em 2022, Djidji di Malaika lançou o álbum "Resgate", que apresentava a maior mistura étnica até então, com 20 faixas. 

Ao longo de sua carreira, Djidji di Malaika conquistou diversas premiações e reconhecimentos. Em 2010, recebeu o prêmio "Bissau Estrelas de Festival Orange Bissau" com o grupo Express Boys. No mesmo ano, participou do Festival Internacional de Canilay, na Gâmbia. Em 2012, 2013 e 2014, seu grupo foi premiado como "Melhor Grupo do Ano" no Festival FaculSida. 

Em 2022, Djidji di Malaika foi homenageado pela plataforma "Nô Sta Djunto" em duas categorias: "Melhor Álbum" e "Melhor Músico Tradicional". Em 2017, recebeu o prêmio "Best Of Guiné-Bissau" em Portugal, por dois anos consecutivos. No mesmo ano, foi premiado como "Melhor Músico Tradicional" pela comunidade guineense residente na Espanha. Além disso, foi homenageado com o Disco de Ouro pelo álbum "Pecadur i Sintido" pela comunidade Manjaca residente na França. 

Djidji di Malaika também recebeu reconhecimento como produtor musical. Em 2017 e 2019, foi distinguido como "Melhor Produtor do Ano" pelo Jornal Donos da Bola. Em 2019, recebeu o Diploma de Mérito da comunidade guineense residente em Cabo Verde, em reconhecimento à sua promoção e projeção da cultura guineense em nível nacional e internacional. 

No âmbito internacional, assinou um acordo com a comunidade guineense radicada nos Estados Unidos da América para participar do festival Pan-africanismo por um período de 5 anos. 

Em 2020, Djidji di Malaika foi reconhecido pelos gambianos e senegaleses como promotor de músicas tradicionais guineenses. Além disso, recebeu o Diploma de Mérito da comunidade guineense residente na França. 

Seu álbum de 2022, "Resgate", foi reconhecido como o "Melhor Álbum do Ano" e levou a cultura guineense a um patamar mais alto, sendo aclamado internacionalmente por sua mistura de diferentes línguas étnicas. 

Ju Keendo nasceu em Canhamina uma pequena vila em Bafatá, a segunda maior cidade da Guiné-Bissau, com uma população estimada em 2010 em cerca de 34.760 habitantes.

Como qualquer criança, nasceu com o sonho de querer fazer algo importante quando crescesse.

 Keendo nunca pensou em ser cantor, porque a bola, particularmente o futebol 11 ocupava o seu dia-a-dia, a sua habilidade era tanta, que até foi logo chamado para jogar nos Juniores de Diabos de Banculém, passou desde então a residir no Bairro Militar em Bissau, capital do país.

Mais tarde, transferiu-se para o Arsenal FC, Keendo chegou a conquistar o prémio de melhor guarda-redes na época, no campeonato de Bairro militar de camada juvenil.

A sua paixão pela música, começou quando participou num concurso de Freestyle para descoberta dos novos talentos realizado no programa Ondas Culturais da Rádio Jovem, em 2008. A partir daí, Ju dedicou-se á arte, criando os seus versos líricos, depois foi juntar-se ao grupo musical de estilo Rap chamado 4Back Power que não durou muito tempo. Por convite, juntou-se ao grupo Pass Hoff, também de Rap.

 Passou por grandes turbulências na sua vida e em 2003 decidiu ir estudar “Alcorão” em Tchalana uma vila pequena que fica há alguns quilómetros de Mansoa, norte de país.

Em Tchalana, Keendo desapareceu na mata após terem entrado num campo minado, foi aí que dois dos seus colegas morreram devido a explosão da mina, ele sobreviveu por sorte, tendo ficado apenas inconsciente.

 Na altura, Keendo foi dado como morto pelos familiares, mas felizmente foi encontrado por uns caçadores da zona depois de mais de uma semana desemparado.

Ju Keendo é conhecido pela sua forma particular de compor e interpretar na etnia “fula”, a sua língua materna.

Fez amizade com um dos maiores expoentes da música africana, Diamond Platnumz de Tanzânia e está a preparar surpresas boas para o seu primeiro álbum discográfico.

magnifiercross